O volume da safra de manga é tanto nessa época do ano nas encostas de serra do Cariri, extremo sul do Ceará, que, sem valor comercial, a fruta é desperdiçada. José Lopes, antigo morador da zona rural da cidade do Crato, diz que a cada ano é assim, não se colhe toda a produção e as frutas ficam no chão. “Não tem quem tire, então se destrói na terra mesmo'', diz. O agricultor José Ferreira colhe a fruta, mas sem estímulos. “São de 8 a 15 mangas por R$ 1,00. Aqui não tem valor. É muito barata”, afirma.
O técnico Antônio Carlos dos Santos, aponta uma alternativa para diminuir o desperdício. “A comunidade poderia se unir e procurar junto aos órgãos governamentais um projeto de uma miniagroindústria para transformar essas frutas em polpas, que poderiam ser armazenada por um ano ou mais e ser vendidas para programas como o Fomes Zero e PAA [Programa de Aquisição de Alimentos]'', diz Santos, um dos encarregados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará pela área de fruticultura no Cariri.
Fonte:G1 ce
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